terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Rosa

Só quem a conheceu bem sabia como era difícil.

Sempre tinha alguma ordem para dar, um comentário descabido, uma implicância prontinha na ponta da língua.

Acredito, hoje, que fazia isso com amor. Pois não sabia ser de outra forma. Ouso até dizer que não sabia amar de outra forma.

Ironicamente estou usando, hoje, uma roupa (um figurino, talvez) que nos causou uma discussão. Como eu pude pensar em sair de casa usando uma blusa cinza e uma calça marrom. Engraçado, o que incomodou não foi a mistura um tanto moderna de estampas, mas as cores que predominavam em cada peça.

Logo hoje. Saía para resolver algumas coisas da casa, me preparando para o trabalho que está por começar, amém, quando a chuva resolve atrapalhar meus planos. Uma ligação inocente me tira o chão. Mãe, tudo bem? O que você vai fazer agora de manhã? e a voz trêmula do outro lado me indicava que não, não estava tudo bem. Não estava nada bem.

Do alto de seus 88 anos, com um atestado médico na bolsa autorizando a prática de hidroginástica e pilates! Por volta de 20:30 minha mãe levou um mingau, mesmo prato que eu resolvi "jantar" ontem. Já pela manhã, na hora de entrar com o jornal, era aquilo, CSI, não tinha mais jeito, mais nada que pudesse ser feito. Mas (espero) foi rápido, sem dor. Certamente não foi anunciado, porque fora os joelhos que eram umas merdas, dona Rose não sentia nada. Dançou no casamento do neto tem menos de um mês! 

Por tantas campainhas que causavam uma espécie de pânico, por tantas vezes que esquecia nossos nomes, entrava em casa sem bom dia, boa tarde ou boa noite, às vezes nem um "oi"... 

Gosto mesmo de pensar que não era por mal, porque está pra nascer uma pessoa tão amada, tão bem querida, cheia de amigos. Sempre de agenda cheia, almoços, lanches, jogos. Mantendo sua pose, uma verdadeira dama da sociedade, sem vergonhas, sem pudores, sem filtro.

Vovó Rose, sem filtro. Era aquilo mesmo, era por inteiro, era muito intensa. Muito intensa.

Tenho certeza que está perpetuando toda essa intensidade em algum lugar agora. Sempre alegre, sorrindo, chamando "uú" os amigos, contando suas histórias (e como tinha histórias!) e nunca deixando se abater. Ela vivia. Um ensinamento, viver desse jeito.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sobre rótulos

Fruto de algumas insônias _ por que julgamos tanto? Tudo, e todos?

Eu trabalho com roupa, isso quer dizer que tenho que gostar de comprar roupas? 
E se eu gosto de comprar roupas, quer dizer que não me preocupo com o mundo? 
Se eu me preocupo com o mundo, quer dizer que não posso me importar com a aparência? 
E se eu me importo com a aparência, então não tenho nada a acrescentar?
Mas pra ter algo a acrescentar eu tenho que ter um trabalho super cabeça, não é?

Eu trabalho com figurino, estou constantemente cercada de roupas. Muitas vezes, roupas novas. Passo boa parte dos meus dias em shoppings (porque figurino contemporâneo é o que mais se vê por aí). Isso não quer dizer que eu gosto de shoppings ou concorde com a sociedade de consumo. Aliás, como não concordo... 
Eu trabalho com figurino, isso também quer dizer que às vezes passo oito horas do meu dia batendo perna no Saara. Também quer dizer que eu carrego caixas, montanhas de cabides e araras. Também quer dizer que carrego e arrumo um caminhão, que viro noites pensando em soluções para algum problema específico. 
Eu trabalho com figurino, isso também quer dizer que eu faço contas. E muitas. Que me preocupo com o código de defesa do consumidor e que presto atenção na burocracia de uma prestação de contas. E não precisei fazer nenhum curso técnico para isso.

Fiz faculdade de Comunicação na PUC. Muitas vezes quando eu falo isso, já vem os julgamentos menina rica e maconheira (se eu falo que estudei na Escola Parque, então, piorou). Larguei para fazer faculdade de Artes no SENAI CETIQT. Aí já complicou, por incrível que pareça ainda tem muita gente que não entende bem o papel de uma faculdade de Artes... e mesmo quem entende, pensa que é uma espécie de perda de tempo, afinal, "arte todo mundo sabe, tem na escola". No CETIQT tinha uma richa muito boba entre alunas de Artes e de Moda, e me pego muitas vezes inserida nesse contexto, implicando com amigas que fizeram curso de Moda como se fosse "menos esclarecedor" ... eu sei que quando eu falo é só por falar, só pela provocação mesmo. Até porque, entrei no curso de Artes porque não tinha vaga para Moda quando fiz o vestibular.


Mas aí me pego pensando, constantemente, por que sentimos sempre a necessidade de rotular as outras pessoas? Aliás, não só as outras, nós mesmos...

Somos pessoas plurais. 

Faço um esforço diário de extrair os rótulos do meu vocabulário, da minha vida. Estamos constantemente julgando e sendo julgados, mas a troco de quê? Julgando e criando expectativas. Por que simplesmente não vivemos e deixamos as coisas se desenrolarem naturalmente, sem ficar pensando que tal coisa seria de tal forma se eu agir assim, mas será de outra forma se eu agir assado. Porque com esse excesso de expectativas, fazemos constantes pré-julgamentos e criando pré-conceitos que muitas vezes nos impede de viver experiências que podem ser interessantes e enriquecedoras.

Me proponho, a partir de agora, um comprometimento com o exercício da liberdade de expressão. Minha, sua, de todo mundo. Sem expectativas, sem julgamentos, apenas ser.

Sobre conceitos

A mulher moderna é independente.

Essa semana pipocou de textos sobre essa mulher moderna que quer o mundo. O primeiro que li, era da Ruth Manus, publicado no Estadão online. Falava dessa mulher moderna que trabalha demais, sai com as amigas, se vira sozinha e, ao que fez parecer, tem dificuldade em encontrar homens que acompanhem esse ritmo. Me identifiquei, de certa forma. Aí li uma resposta, muito boa, de Marilia Pereira Jorge, publicada na Folha online. Criticava a mulher desse primeiro texto, porque realmente já está um tanto ultrapassado chamar isso de "mulher moderna". Minhas duas avós são exemplos de mulheres modernas, uma se separou ainda nos anos 1960, se não me engano e a outra trabalhou a vida toda e se sustentou, cuidou de si. Ok, concordo. Também me identifiquei. 

Essa mulher moderna que se acha Mulher Maravilha e incompreendida pelos homens tem mesmo um quê de mal amada. Os homens hoje em dia estão preparados sim para uma mulher forte e independente. Muitos, inclusive, buscam isso. E não, não é orgulho nenhum não saber limpar direito a casa, não saber as manhas de lavar as roupas sem manchar nem de não saber preparar uma refeição.  Aí veio um terceiro texto, que achei um tanto forçado, mas também interessante, de Camila Pavanelli, publicado no blog Recordar, Repetir, Elaborar. Ela critica, principalmente, o fato dessas tais mulheres modernas de certa forma desmerecerem o trabalho doméstico. Não é, de forma alguma, um trabalho menos digno que qualquer outro. Aliás, acho mais digno que muitos trabalhos. Fato é que inventamos tanta coisa o que fazer para além do trabalho, fora de casa, que simplesmente "estar em casa" na rapidez do mundo de hoje parece "perda de tempo". Por favor, reparem nas (respeitem as) aspas! 

Eu mesma, adoraria ter mais tempo e me dedicar mais à casa. Ainda moro com meus pais, mas sinceramente gostaria de dividir as funções com a minha mãe e, dependendo do dia, com a diarista, porque minha mãe também não tem esse tempo para se dedicar inteiramente às funções domésticas. Adoraria cozinhar mais, lavar roupa com tempo, arrumar as coisas do meu jeito... mas não dá. Gostaria também de tirar um tempo (todo dia, se possível) para ler, ou escrever. Cuidar mais de mim. 

Pra mim, o maior vilão na vida das mulheres - e homens! - modernxs não é nem essa coisa da falta de tempo. Porque na verdade, na verdade mesmo... o tempo ta aí! A gente é que não usa ele direito. O que acho pior mesmo é esse imediatismo desenfreado, são os emails no celular, o instagram, o facebook, as mensagens... isso que consome nosso tempo e energia e, na boa, não compensa um momento de calma, não é melhor de maneira alguma que meia horinha passada lavando a louça enquanto ouve uma música ou conversa sobre o seu dia. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Meu avô

Hoje tem Festa no Céu.

Uma festa que está sendo preparada faz tempo. Aliás, não consigo me lembrar de um tempo em que essa festa não estivesse sendo preparada. Não consigo.

Ontem meu avô partiu, depois de muitos anos de sofrimento, muitas quase-partidas anunciadas. A gente já estava esperando, mas acho que por esperar por tanto tempo, a notícia acabou me pegando um pouco de surpresa.

Minha semana foi uma loucura, um dia mais confuso e cheio que o outro, desesperos, pepinos a resolver, um verdadeiro pandemônio! Não tenho tido tempo (a velha desculpa) para mim, minha família, meus amigos, minha vida... Em How I Met Your Mother dois personagens tem um pacto de "só me incomode se for algo acima de 8 na escala de importância" e essa semana tive que jogar de acordo com essa regra.

No meio disso tudo, na quinta, Cacá me mandou uma mensagem perguntando se eu podia falar. Respondi que só podia se fosse urgente. Ela desabafou qualquer coisa e ficamos de nos falar mais tarde, em casa. À noite fui falar com ela do meu susto, que quando vi a mensagem dela pensei que se ela estava me chamando no meio do dia, sabendo da loucura que estava o meu trabalho, deveria ser muito importante. Contei que a primeira coisa que me ocorreu foi que o vô tivesse morrido, e que na verdade fiquei aliviada de não ser isso.

Quando ela me ligou ontem, eu tive certeza que era. E foi.



Para a família toda foi um alívio, ele parou de sofrer. Mas porra, porque mesmo que ele sofreu tanto tempo???

A última vez que vi meu avô foi no dia dos pais, ano passado. Ele já não era ele, mas ele já não era ele fazia muito tempo antes disso. Meu pai e minhas irmãs foram no Natal, minha mãe ia (ou tentava ir) quase todo domingo. Eu não.

Não me fazia bem aquele ambiente, estar com a presença física dele e - se eu desse sorte - alguns segundos de lucidez. Conviver com a dificuldade de respirar, falar, engolir, focar o olhar... já me senti egoísta por não passar mais tempo, por não me dedicar mais à ele nesses últimos anos. Mas lembro dos últimos anos da Inha e, com muitas semelhanças no processo de envelhecimento dos dois, essa presença física já não era mais meu avô.

Que bom, Vô, que esse sofrimento acabou! A essa hora você deve estar botando o papo em dia com o Tio Felipe, que foi chamado mais cedo para ajudar a na arrumação da Sua Festa. Espero viver muita coisa aqui, para ter muito o que contar quando eu chegar! Te amo.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Amor à Vida

Em primeiro lugar, quero deixar algumas coisas claras:
  1. Trata-se de um texto de opinião, espero que ninguém leia meu texto esperando encontrar algum tipo de "verdade absoluta" - até porque não acredito em tal coisa.
  2. Ao contrário do que podem pensar ao ler, eu gosto de novelas e acho que, quando "utilizadas" corretamente, são um meio de entretenimento e informação.
  3. Não sou especialista em nenhum dos aspectos que critico, mas também não sou leiga. Sou formada em Artes com habilitação em Figurino pela Faculdade SENAI CETIQT e cursei dois anos de Comunicação na PUC-Rio.
  4. Não, eu não sigo essa novela; mas minha família segue, e por vezes assisto a alguns capítulos na hora do jantar ou quando a preguiça é maior que a vontade de fazer outra coisa.
  5. É muito interessante para a Rede Globo a transmissão de uma novela cheia de clichês e tramas dignas de novela mexicana no horário nobre da televisão, justo numa época em que a realidade está em choque constante e o poder (do Estado e da Imprensa) são diariamente questionados.  


São tantos pontos a abordar que é complicado achar um começo. Talvez faça sentido tentar escrever na ordem dos acontecimentos da novela, ou então começar pelo básico, como a abertura. Deixo claro desde já que minha mente não funciona em ordem lógica (nem cronológica). Mas vamos lá, a abertura: uma animação cafona com uma música penosa na voz de Daniel, que pelo que ouço nas ruas e leio no Facebook, é de desgosto unânime. Particularmente acho a música cafoninha, mas já ouvi algumas pessoas falando que na voz de Maria Bethânia é uma linda música. Nunca ouvi, mas não duvido; ela tem esse poder.

Mas a abertura é só um detalhe, uma vírgula no que diz respeito às incontáveis falhas desse folhetim. A trama principal, por exemplo: o irmão invejoso que se passa por bonzinho, mas é capaz das maiores atrocidades contra a irmã indefesa e sonsa; a menina achada no lixo, criada cercada de amor em uma rede de mentiras que reencontra sua mãe sem saber que é mãe. Como diria Fábio Porchat, é tudo muito rocambolesco. 

Acho que João Emanuel Carneiro provou para o mundo - todo mundo sabe que Avenida Brasil fez sucesso internacional e a expectativa acerca do último capítulo foi até motivo de matérias em jornais estrangeiros - que menos é mais. A história dele tinha seus pontos mirabolantes? Sim, mas era muito (bota "muito" nisso) mais bem amarrada. Tinha erros incompatíveis com o século XXI? Sim, que não ficou revoltado com a ingenuidade da Nina, que não tinha um celular com câmera ou um pen drive? Mas num todo, isso não foi o que sobressaiu. Bom, fugi do ponto. Chega de novelas passadas.

Outra coisa impressionante é a escolha de atores dessa novela. Não bastasse os absurdos escritos por Walcyr Carrasco, ainda colocam Bárbara Paz, Paola Oliveira, Caio Castro, Danielle Winits, Leona Cavalli, Fernanda Machado e Malvino Salvador, só para citar alguns, em papéis centrais na história. Isso são só as atuações ruins mesmo, ainda nem entrei no mérito do sotaque - muito do mal feito - paulista dos personagens, isso é de dar dó! Mas vamos lá, essa novela tem alguns bons atores que podem ser divididos em três grupos: 1) os subutilizados, 2) os arrastados para baixo por colegas de cena e mal dirigidos, e 3) os que estão quase bem, mas não o suficiente para segurar uma cena. 

No primeiro grupo, cito (e parabenizo por diversos trabalhos anteriores) Álamo Facó, Juliano Cazarré, Bel Kutner, Pierre Baitelli, Mouhamed Harfouch, Bruna Linzmeyer e Vera Zimmermann - são os nomes que lembro agora. No segundo conjunto temos Antonio Fagundes, Eliane Giardini, Luís Melo, Ricardo Tozzi, Thiago Fragoso, Marcello Antony, Emilio Orciollo Netto, Klara Castanho, etc. E no terceiro, e talvez mais interessante, grupo cito Tatá Wernek com sua periguete-burra-sentimental, Vanessa Giácomo com uma secretária cheia de más intenções e, claro, o soberano Matheus Solano, um dos melhores atores brasileiros atualmente, com um gay "enrustido" que dá muita, mas muuuita pinta e de alguma forma consegue enganar a todos por estar casado com uma mulher (até alguns capítulos atrás, agora essa trama já se desenrolou, mas isso é outra história).

Vou falar agora de alguns casos específicos, que não se enquadram exatamente em nenhum dos grupos acima. Elizabeth Savalla parece que fez um intensivo com Daniel e agora só sabe gritar, alcança um timbre altamente irritante e imagino que sofra de uma dor constante na garganta. Carol Kasting, com quem eu simpatizo desde Terra Nostra por nenhuma razão especial, está completamente apagada, com um sotaquezinho insuportável e com uma personagem que não acrescenta nada a coisa alguma. Marina Ruy Barbosa, que a cada papel que faz consegue piorar sua atuação, fez a paciente de câncer mais insossa dos últimos tempos, sendo uma vergonha a todos os que já lutaram e ainda vão lutar com essa doença - hoje li uma reflexão muito bem colocada, por uma mulher que eu desconheço que tem o mesmo tipo de câncer que a personagem de Marina, vale a pena. A virgem tarada de Fabiana Karla que caiu no lugar comum da gordinha desajeitada, claramente uma tentativa desesperada de comédia barata - suas cenas desesperadas por perder a virgindade com o primeiro homem que aparecer são tão rasas como qualquer esquete do Zorra Total, era melhor então voltar às origens (quem me conhece sabe que a comédia do Zorra não faz meu tipo, mas respeito o programa e os profissionais envolvidos, pois o seriado faz exatamente o que se propõe e nunca tentou se passar por um programa mais sério).

Esse seria um parágrafo eterno se fosse citar todos e ainda consigo pensar em tantos aspectos que me fazem pensar que essa novela está no TOP 5 "Piores novelas da história" que é melhor seguir adiante...

O figurino - meu ofício e minha habilitação na faculdade, impossível não questionar. Meu primeiro contato com o trabalho da Labibe foi na refilmagem de Gabriela, em 2012, e gostei muito. Estava começando uma pesquisa sobre a indumentária da década de 1920 para minha monografia e fiquei encantada com sua versão de Ilhéus. Sua São Paulo contemporânea, no entanto, me deixa sem entender muitas coisas. Porque a Paloma só usa longo, será que é pra combinar com a cara de sonsa? Ok, passei os últimos três anos estudando artes e figurino, minha pouca experiência também me ensinou que um dos principais aspectos do figurino é ajudar na construção do personagem - mais um breve adendo sobre Avenida Brasil, o uso das cores branco e preto para Carminha e Nina, respectivamente, foi um dos maiores acertos da Marie Salles. 

Uma coisa é a construção do personagem, outra é a falta de noção e cafonice... e o figurino da novela (como conjunto da obra) pra mim cai nesse buraco. A secretária misteriosa e meio piranha da Vanessa Giácomo continuaria sendo misteriosa e meio piranha sem as roupas absurdamente inapropriadas para trabalho. Assim como o figurino da ex-prostituta interesseira da Bárbara Paz só torna a personagem (e a atriz) ainda mais tosca - hoje ela saiu para negociar a retomada do casamento de fachada com um decote quase no umbigo. Fora a quantidade de mulheres com os saltos agulha mais finos e altos do mundo, como se todas as mulheres "femininas" realmente usassem esse tipo de sapato com a frequência que usam, sei lá, sutiãs. Toda a arte - e ouvi dizer o mesmo dos efeitos especiais - da novela também deixam a desejar. Não é porque foi decidido que a paleta de um personagem passeia por tons de azul que a casa dele, por exemplo, tem que ser toda azul.

Desculpem leitores (se é que há leitores) pela alta carga de rancor no texto... I'm just a soul whose intentions are good - Oh Lord, please don't let me be misunderstood! Mesmo sem seguir a novela, consigo ser bastante afetada por ela. Acho, sinceramente, um insulto à inteligência dos espectadores, além da falta de respeito com diversos profissionais competentes envolvidos na produção. Só espero que quem assiste, pelo menos o faça com um olhar crítico.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Atores paulistas, apresentem-se para produções audiovisuais! Essa coisa de atores cariocas ficarem fazendo sotaque é uó!

Protestos no Rio



Bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, balas de borracha. Cartazes, câmeras, vinagre. Todo mundo tem acompanhado o curso das manifestações que têm tomado o país; manifestações de um povo que finalmente saiu de casa e foi à luta. Luta não, porque a manifestação é pacífica. O povo brasileiro finalmente saiu de casa e foi às ruas. "Por que?" uns se perguntam, outros simplesmente ridicularizam "não acho que R$0,20 seja motivo para baderna" e realmente, não é. Os vinte centavos a mais na passagem de ônibus não são o motivo das manifestações, mas foram a gota d'água.

Sou absolutamente favorável ao protesto pacífico. Um protesto sobre o governo e a qualidade de vida nesse país; um país que gasta milhões em obras superfaturadas, enquanto a educação, a saúde, a segurança e o transporte públicos ficam esquecidos. Esses vinte centavos representam muito. Por que a tarifa pode subir se a qualidade só desce? Não me lembro mais quem escreveu, mas assino embaixo: ficaria feliz de pagar R$3,00 num transporte de qualidade, com motoristas e cobradores qualificados - e, principalmente, não explorados, sem fazer jornadas duplas ou exercer a dupla função. Claro que, mais feliz ainda, se fosse um transporte público de qualidade - público, portanto, gratuito. A maior parte da população anda de ônibus e sofre com isso diariamente; veículos lotados, motoristas imprudentes, muitas vezes bancos quebrados e janelas emperradas. 

Enquanto isso, gente como Arnaldo Jabor e Lucas Mendes, que representam uma classe alta e tem alguma credibilidade, vão à TV "discutir" o assunto e criticam - ao que me parece, sem um conhecimento aprofundado do assunto, sem ler os inúmeros textos de civis que tem dominado as redes sociais - a manifestação "pelos vinte centavos" porque "não pode ser isso que vai fazer diferença. É muito fácil falar quando você tem um carrão com motorista e não vivencia essa realidade; é muuito fácil falar quando você mora em Nova Iorque! E junto com eles, a mídia se cala, se curva aos interesses de poucos. É muito triste ver que isso é a realidade, e não mais uma trama mirabolante de um filme ou seriado...porque é isso que parece, uma trama mirabolante, vergonhosa.

Por tudo isso, eu aplaudo quem vai às ruas defender uma ideologia. Eu não fui, ainda. Tenho vontade de ir e presenciar isso, mas não sou inconsequente a ponto de achar que "temos que protestar e só isso que importa". Não é bem assim. Não fui porque eu tenho medo e admito. Duvido de qualquer pessoa que me disser que não tem. Todos nós temos algo a perder; acho louvável quem, ainda assim, encontra forças para participar dos manifestos, passeatas, protestos. Por mais que sejam pacíficos, não quer dizer que pessoas não saiam machucadas. "Mas é a polícia que machuca" podem dizer, e é verdade, mas no momento que eles começam, muitos dos nossos revidam; não estou aqui para julgar ninguém, não consigo imaginar como deve ser difícil ver um inocente ser atingido e não revidar; mas sou obrigada a concordar que, no momento que revidamos (mesmo que seja uma pessoa revidando numa multidão de milhares) a gente perde a razão. A violência não justifica a violência.

Outra coisa que me preocupa é uma quantidade enorme de jovens - com seus vinte e poucos anos, como eu; inclusive alguns amigos - que estão empolgados com a ideia de "ir para a guerrilha". Não é o caso, cada situação tem suas peculiaridades e não podemos ser pretensiosos a ponto de achar que estamos revivendo a ditadura ou algo do gênero. Sob diversos aspectos, acho o que acontece hoje ainda pior, pois realmente nós vivemos numa ilusão. O regime ditatorial precisava do povo na rua, da luta armada. Hoje não, hoje vivemos num modelo de "democracia" - um modelo cheio de defeitos, que muitas coisas ainda são feitas debaixo dos panos, mas não dá para comparar com a truculência, a censura, a mobilização e o impacto dos anos de ditadura no Brasil. Acredito, sim, em outras formas de protesto, outras formas de denúncia...pode ser uma visão completamente utópica, mas acredito que a arte seja um caminho - e este sim, pacífico, sem por em risco a vida de nenhum inocente, sem por em risco ideais muito maiores. Vou fazendo a minha parte como eu posso, como eu consigo..

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Fluxo de pensamentos sobre a vida e seu fim.

Cada ano que passa, mais gente morre. Cada ano que passa, a gente conhece mais gente. Cada ano que passa, mais gente que a gente conhece morre.


Não passo três meses sem perder uma pessoa conhecida. Não passo seis meses sem perder uma pessoa querida. Não passo um ano sem perder uma pessoa da família.


A mortalidade é um assunto tão batido, todo mundo sabe que basta estar vivo para morrer. Todo mundo sabe que no momento que uma pessoa nasce, ela está sujeita à morte. Todo mundo sabe. Mesmo assim, todo mundo é pego de surpresa quando recebe uma visita da Indesejada. 


Já estou acostumada. Desde 1995 estou acostumada a perder pessoas conhecidas, queridas, da família. Mas cada ano que passa, além do número aumentar, as ocasiões se tornam mais e mais próximas. É a doença da avó, o acidente do marido da tia, o câncer da prima, o menino da escola que foi atropelado, o câncer do professor, a doença do avô, o câncer do tio... que palavrinha mais infeliz, câncer. Que doencinha mais infeliz essa.


Já estou acostumada e mesmo assim sou pega de surpresa. Ninguém morreu, ainda. Todos morrem, um dia. Mas quando vemos esse dia se aproximando, para uma pessoa muito muito querida, é inevitável a reflexão. Reflexão sobre a vida, sobre a morte. Sobre a vulnerabilidade da vida, a imprevisibilidade da morte. Reflexão sobre quem fica e sobre quem vai, e sobre quem já foi. Me pego pensando muito no que eu quero e no que não quero, no que importa na vida e no descartável.


Cada ano que passa, mais gente nasce. Cada ano que passa, mais gente nasce e a gente conhece. Cada ano que passa, a gente conhece mais gente que nasce. Cada no que passa, a gente conhece mais gente e a gente pode morrer.

A vida é muito curta para fazermos sala, fingir coisas e não ser sinceros. Em um segundo, tudo pode mudar. No próximo segundo eu posso não estar mais aqui. E eu nunca vou saber, nem você. Ninguém sabe o próximo segundo. 


Tic, tac.
Passou um segundo.

sábado, 28 de abril de 2012

Curtinhas

  • Figurino e arte são elementos que ajudam a contar uma história. Eu, enquanto (aprendiz de) figurinista, preciso entender cada personagem, tanto quanto o trabalho do ator e diretor. Fazer figurino não é pensar que roupa "funciona" em cada cena, nem chegar e vestir os atores. O figurino é muito mais o pensamento que o ato.
  • Sombras. Aquelas produzidas pela luz me encantam, me agradam. Mas "sombra" é também aquela pessoa que te segue, te espreita e assiste a sua vida sem participar. Essas em muito me incomodam, me irritam...se você vive, participe da vida.
  • Curto e grosso: se é pra falar merda, fica quieto.
  • O resto fugiu, já desabafei demais pessoalmente, aí sobrou pouco para cá.

terça-feira, 27 de março de 2012

Foco é o marido da Foca

Eu nunca tive um foco. Agora mesmo, tenho que fazer uma redação de 15 a 20 linhas sobre uma história qualquer e depois transformá-la em história em quadrinhos. Viva a faculdade de artes! Viva? Acho que mais ou menos, né... porque fazer isso por obrigação é um tanto quanto castrador. Mil histórias me passam pela cabeça, tanta coisa que não dou conta de escrever. Resolvi recorrer, então, a textos antigos, arquivos de uns dois anos atrás, da época que eu gostava mesmo de escrever e tinha uma satisfação com o resultado - coisa que me parece cada vez mais distante.

É tanta coisa aomesmotempoagora que o nó só aumenta... e o facebook dispersa isso tudo. Os assuntos mais recorrentes do momento: a nova novela das oito e o homem do saco, que por sua vez foi lembrado pela caracterização de um dos personagens da novela... Não adianta, eu nunca consigo fugir disso: amo novelas, esse assunto me move. Como que um cara (ok que ele tem uma penca de assistentes, colaboradores, estagiários e etc, mas vamos manter um tico de romantismo e pensar que é ele sozinho, só por um instante) consegue escrever uma história, inventar dezenas de vidas interessantes o suficiente (ou não, mas, de novo, outro papo) para manter um país inteiro conectado durante oito meses ou mais?!!! Isso me abisma, me encanta, me assusta. Acho que no fundo, no fundo, eu queria era ser roteirista... queria era ser novelista. Mas fugi para o figurino.

A arte também me move. Não à toa, hoje passo pelo dilema "figurino, direção de arte, maquiagem, nada disso?" e em momentos de devaneio vem um "vou ser artista plástica" que também me seduz... mas olha só, perdi o tão importante FOCO. Não sei sobre o que vou fazer meu trabalho, minha história e meus quadrinhos. E lembro também que tenho que organizar, junto com a minha turma, um evento da faculdade chamado Figurino em Foco. Olha o Foco de novo me assombrando... e eu preciso de FOCO para escrever um projeto para o Figurino em Foco. Bola de neve. Não a igreja, o sentimento.

Sobre o que eu escrevo? (tem que ter início, meio e fim)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Extremely loud and incredibly close

Extremamente alto.

A sensação que eu tive ao sair do cinema foi parecida com quando saí de O Artista, todos os sons ficam extremamente altos. Ouvi como nunca os meus passos, minha mão no corrimão da sala na saída do cinema, o jeans da minha calça a cada passo quando as pernas se encontravam. Tudo extremamente alto num nível de detalhe que não costumamos reparar.

Incrivelmente perto.

Engraçado, minha sensação na verdade é a oposta. Me senti incrivelmente distante de tudo e todos quando o filme acabou. Como o menino e a mãe, que na verdade não era bem assim, mas era assim que ele se sentia.

Outros...

O Artista.

Um filme mudo, em preto e branco, francês. Atual. Atual no sentido de que foi produzido atualmente (ano passado). Confirmando todas as expectativas do Oscar e contra todas a história da Academia, O Artista foi o grande vencedor do ano, e mais que merecido: figurino, trilha sonora, e os tão cotados ator, diretor e filme!
Se passa no final da década de 1920 e acompanha o surgimento do cinema falado. George Valentim (Jean Dujardin) é um dos principais artistas do cinema mudo e seu orgulho o impede de seguir em frente e começar a falar. Dujardin é absolutamente apaixonante. Queria ser muda com ele, só com aquelas roupas incríveis e aquele fundo musical... saí do filme ontem achando que não precisava de mais nada.

Hugo.

Assisti após O Artista. Percebi que eu precisava de mais que as roupas e a música do filme francês. Precisava viver naquela estação de trem com aquele menino tão determinado a manter a memória do pai viva e concertar um boneco que supostamente tinha uma mensagem secreta. O filme tomou um rumo inesperado, para mim, ao se misturar com a história do cinema, me mostrar George Méliès e me lembrar que o cinema é onde os sonhos se tornam realidade. Como fui me esquecer disso? Nunca deixe de sonhar, nem de acreditar.


O mais importante é viver. Sentir, ouvir, tocar. Viver.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Gentileza gera gentileza

O saldo de hoje foi positivo. Na volta para casa, um menino - adolescente, não tinha cara de ser mais velho que eu - cedeu o lugar à uma senhora. Ele sorria. Depois, outra senhora perguntou a uma menina - criança, não parecia ter mais que 10 anos - se queria que ela carregasse sua mochila, já que estava sentada e a menina disse que não precisava. Ela sorria. Isso me deixou tão mais feliz que nem me importei de ter ficado um tempo esperando passar o 511, nem de estar em pé, nem de estar feito sardinha em lata. Numa sociedade onde o comum é nem notar quem está ao seu lado, aqueles dois me fizeram acreditar novamente, acendeu em mim aquela esperança de que um dia tudo vai melhorar, sabe?

Bom, depois desse nascimento de Pollyanna, esperar o ônibus para voltar da Urca foi uma delícia: sombra, ventinho, aquela vista incrível... Aí o pilates foi bom, comprar biquíni foi bom, a pizza do Vezzpa foi boa, tudo lindo! Até andar Copacabana inteira ida e volta foi bom, =)

Moral do meu dia: às vezes pequenas gentilezas salvam o dia. Pequenas gentilezas suas salvam seu dia e o do próximo, pequenas gentilezas alheias salvam o dia do próximo e o seu.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Inferno astral

Dizem que 30 dias antes do aniversário começa o tão conhecido período de Inferno astral. Eu, por vezes acredito e por vezes não. Hoje eu acredito e, se tivesse que quantificar, diria que o meu está mais ou menos do tamanho da Rússia. Meu aniversário é daqui a dez dias. DEZ! Como foi que passou tão rápido? Ontem mesmo eu estava pulando carnaval, cantando parabéns... e semana que vem já farei isso tudo de novo. Junta inferno astral com calor, a afta na ponta da língua (do último post) e a aula às 7h que eu tenho na Barra amanhã e o resultado é desastroso: Maria chorando às 23:30 sem conseguir explicar o porquê. Confusa, perdida.

Essa semana temos (eu e Cacá) que terminar todos os finalmentes do Toca Rauuul: barbas para percussão, Rafael e meninas; surpresas para o dia do bloco; blusa da Pia; pegar as coisas na costureira... e o tempo? E a aula? Me deu uma baita vontade agora de fugir, esquecer que existe carnaval, que existe Raul, que existe aniversário, que existe vida! Aí eu me lembro que tem gente em situação tão pior, e o pior é que isso não me dá um ânimo especial para fazer tudo que eu tenho pra fazer; na verdade isso me deixa mais confusa e "deprimida" porque eu me sinto, ainda por cima, ridícula de pensar que eu chamo tudo isso de problema, quando são meros pequenos empecilhos, bobagens. Um dia mal alimentado no Saara também não ajuda, ok.

O remédio? Trololo e escrever tudo isso aqui, mesmo tendo a quase certeza que ninguém vai ler. Pelo menos não tão cedo.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pessoal

Resolvi escrever novamente. Não sei por quanto tempo nem a frequência que terei, mas por enquanto (nesse exato instante) estou decidida. Um blog pode ser algo profissional ou pessoal. No final do ano passado eu fiz um blog profissional, mas foi só entrar de férias da faculdade e a frequência de posts obviamente diminuiu. Não escrevo desde 16 de dezembro. Esse blog pessoal tem alguns anos, mas também não sou lá muito assídua... um blog pessoal, para mim, é como uma válvula de escape. Uma tentativa de liberar meus pensamentos um pouco, de não me sufocar em mim mesma.

Só hoje fui ler o blog http://doradoravante.blogspot.com, da Isadora Libório. Já tinham me recomendado. Mãe, irmã e várias amigas leem e adoram. Com toda a razão. Isadora escreve pensamentos íntimos e situações corriqueiras da vida dela. O blog começou em janeiro desse ano, quase um mês depois dela perder a mãe. Acho muito bonito ver uma menina, de apenas 17 anos, transformando a dor da perda em arte, em saudade e boas lembranças. Lembro que me ajudou muito, quando minha avó Inha faleceu, essa história de ter um blog... acho que foi quando escrevi melhor. E me fazia bem escrever, assim como imagino que faça bem à Isadora. Ler o blog dela hoje me fez um bem imenso, clareou meu dia.

Sabe aqueles dias que você acorda se sentindo um trapo? Acordei meio-dia, morrendo de calor, com cólica, uma afta na ponta da língua e sete (não um, nem dois... sete!) band-aids nos pés. Meus planos iniciais eram ir no bloco Fogo e Paixão, que começava às 11h ou ir ao cinema 13h. Acordei e pensei "Será que eu como qualquer coisa e saio de casa correndo?" mas não queria sair sem banho. Resolvi então desistir do bloco e ir ao cinema às 15h, mas quando acabei de almoçar eram 14:30 e não dava tempo de tomar banho e sair, então mais uma vez escolhi o banho. Aí fiquei de bobeira, na internet, e resolvi ler o blog da Isadora. Li todos os posts, tomei um banho e resolvi voltar a escrever. Obrigada, Dora.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

AFE

estou tonta, sufocada, confusa.
triste, aliviada, com dor.
muita dor.

uma perda é sempre ruim, não importa o quão esperada ela seja.
a gente NUNCA tá preparado.

principalmente uma pessoa tão, tão, tão querida.
que não é família de sangue, mas indiscutivelmente é de coração.
e aquela família que a gente escolhe é muito mais importante que aquela que a gente engole... (não estou dizendo que não amo a minha família de sangue, eu amo, mas eles seriam minha família eu querendo ou não. sorte minha que eu quis)

é uma família totalmente quase minha.
mas o lado bom é que foi a dor, o sofrimento... ficarão as boas lembranças, todo o amor que houver nesse mundo!
sorrisos e lágrimas saudosas.

Falo sobre isso lá no despindo...

I know it hurts. That's life. If nothing else, It's life. It's real, and sometimes it fuckin' hurts, but it's sort of all we have.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

OK

The magic button — Make Everything OK

Nossa, faz muito tempo que não me dá vontade de escrever, mais especificamente de escrever aqui.
Já tenho quase duas semanas de falta de Pedrito, de tédio profundo, dor, falta de saco... mas as coisas estão cada vez melhores. Não sei se é o tempo (no sentido de 3 semanas, não de meteorologia) ou outra coisa... agora tenho mais opções, já devo andar com uma muleta só dentro de casa, me movimentar, sair! Sair, ver o sol!!!

Passei o dia no tio Felipe sábado, muito bem cuidada por todos, all the time atenciosos.
E esse site aqui em cima, que a Meissa me mandou, realmente deixa tudo OK. =)
Agora me faz muita falta a independência, andar, correr, pular, alongar. Tecido, dança, tudo isso! Ou só sentar no chão pra brincar com as bebéias, carregar no colo...

Queria que mais gente tivesse vindo aqui, ou com maior frequencia... afinal, a maioria dos meus amigos está de férias. ...
enfim.................no momento muito me interessa o final de Vale Tudo, a estréia de O Astro e o que acontece em Vamp! hahahhah, noveleira de reprises é foda né! I'm sorry, I can't, don't hate me.

acho que vou tirar os pontos hoje.

domingo, 17 de abril de 2011

pics

Viva os Hippies

Alexis Bledel?


Pequeninas lindas de mon coeur;

Eu, meio terrorista. 2007.

de lá, de cá

Um dia atípico.

De vez em quando me irrito tanto por motivos que depois nem me lembro
Mas quando percebo, geralmente é tarde demais
Então fico introspectiva, sem paciência, bem à meu modo
Temperamentalmente isolacionista.

Eu preferia brincar sozinha,
Conheço essa frase, conheço essa fase
Tenho habitado, no entanto, a fase mulher-raivosa
Não raivosa tipo Chicago (Cell Block Tango)
Mas raivosa tipo nervosa, tipo Gilmore Girls ou Brothers and Sisters

As referências são tantas, que nem escrever mais eu consigo
Hoje adicionei mais uma ao monte: Little Shop of Horrors, de-mais
E mais tarde teve mais Big Bang Theory, Old Christine...
Unconditional Love, com Rupert Evertt, Kathy Bates e Peter Sarsgaard (L)


Pop. Six. Squish. Uh-uh. Cicero. Lipschitz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

confusões momentâneas

Às vezes tenho saudades dos sonhos que eu tinha, do que eu queria ser e achei que seria, um dia. Mas quando percebo que tudo isso passou, fico um tempo feeling blue e tento o mais rápido possível fazer novos planos, sonhar com outras coisas.

A meta da vez é trabalho. E viagem. Mas a falta do trabalho e a cirurgia no meio do ano empacam minha cabeça. As provas não ajudam muito, também; ao mesmo tempo eu quero e não quero mergulhar no segundo trabalho de indumentária, um tema que particularmente me agrada muito...

Parece que depois que eu descobri que é normal se sentir perdida, sofrer de falta de concentração recorrente e absorver (e se confundir com isso) muitas informações simultâneas, eu fiquei ainda mais perdida. Esse papo de que a Geração Y assimila múltiplas informações é lindo, até certo ponto. Quando eu tenho que ler, pesquisar e estudar coisas extensas, muitos textos... logo logo algo mais tentador me chama a atenção, mesmo que o assunto pesquisado inicialmente seja do meu interesse. Depois de refletir um pouco eu percebi que isso não é bom, não pra mim. É por isso, em parte, que eu parei de postar por tanto tempo.

Espero que o balé me ajude a ter concentração de novo. Nada dar uma de Alice e ficar viajando parada o tempo todo; exercício mental: viver no momento, todos os momentos!